As doenças mais mortíferas: retratos de um jornalismo que procura promover a saúde = The most deadly diseases: portraits of a journalism that seeks to promote health = Las enfermedades más mortíferas: retratos de un periodismo que busca promover la salud

Sofia Gomes, Felisbela Lopes

Resumen


Resumen: Prevenir passa por evitar a doença, no limite, evitar a morte. As doenças que mais matam em Portugal são as doenças do aparelho circulatório e os tumores, segundo os dados do Instituto Nacional de Estatísticas (2016). As primeiras não são prioritárias nos média noticiosos; as segundas suscitam grande interesse (do) público e, por isso, são omnipresentes no discurso mediático. Queremos aqui saber de que modo os jornais generalistas procuram prevenir as doenças que mais matam em Portugal. Porque o jornalismo da saúde é um poderoso meio de informação dos cidadãos e porque aí está grande parte da formação de uma agenda que se estende ao espaço público e consequentemente vai criando quadros de perceção da realidade. Fazemos esse estudo, elegendo a imprensa portuguesa como pano de fundo e a promoção da saúde como ângulo que seleciona os textos que interessam estudar. Para isso, seguimos alguns objetivos concretos: identificar os artigos que abordam as doenças que mais matam; perceber de que modo o fazem; sobre que temáticas se focam estes textos e, por fim, procurámos identificar e caracterizar as fontes de informação citadas nos artigos. De um mundo de 425 artigos noticiosos que falam de prevenção, 88 destacam as doenças do aparelho circulatório e as oncológicas. Os artigos foram retirados dos jornais diários portugueses: Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias e Correio da Manhã. Este artigo parte do princípio de que a prevenção das doenças e a mediatização da morte andam de mãos dadas na imprensa portuguesa e conclui que a prevenção das doenças que mais matam em Portugal é feita de uma forma direta, havendo uma intervenção prévia à doença, que acontece através da mediatização de rastreios ou de um incentivo à vacinação.

Palavras-chave: Comunicação em Saúde, Jornalismo em Saúde, prevenção, doenças, morte.

Abstract: To prevent is to avoid disease and, on the edge, avoid death. The most deadly diseases in Portugal are related to the circulatory system and to tumors, according to the data of the Statistic Portugal (Portuguese acronym: INE). The first ones are not a priority in the news; however, the second ones arouse great public interest and are omnipresent in the media discourse. We want to know how general newspapers seek to prevent the most deadly diseases in Portugal. Because health journalism is here a powerful mean to inform citizens and because there is a great part of the construction of an agenda that extends to the public space and consequently creates pictures of perception of reality. This is the aim of our study, choosing the Portuguese press as a background and the health promotion as the angle determines the texts to study here. For this, we follow some concrete objectives: to identify the articles that approach the most deadly diseases; to realize how they do it; about which themes these texts focus and, finally, we have tried to identify and characterize the sources of information cited in the articles. In 425 news articles that talk about prevention, 88 highlight diseases of the circulatory system and oncological. The articles were taken from the Portuguese daily newspapers: Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias and Correio da Manhã. This article assumes that the prevention of diseases and the mediatization of death go hand in hand in the Portuguese press and concludes that the prevention of the most deadly diseases in Portugal is done in a direct way, with a previous intervention to the disease, which through the mediation of screening or an incentive to vaccination.

Keywords: Health Communication, Health Journalism, prevention, diseases, death.

Resumen: Prevenir pasa por evitar la enfermedad y, en el límite, evitar la muerte. Las enfermedades que más matan en Portugal son aquellas relacionadas con el aparato circulatorio y los tumores, según los datos del Instituto Nacional de Estadística (Acrónimo de portugués: INE). Las primeras no son prioritarias para los medios de comunicación; las segundas suscitan gran interés (en el) público y, por lo tanto, son omnipresentes en el discurso mediático. Queremos saber cómo los periódicos generalistas buscan prevenir las enfermedades que más matan. Porque el periodismo de salud es aquí un poderoso medio de información de los ciudadanos y porque ahí está gran parte de la formación de una agenda que se extiende al espacio público y, consecuentemente, va creando cuadros y contextos de percepción de la realidad. Realizamos este estudio, eligiendo la prensa portuguesa como telón de fondo y la promoción de la salud como ángulo que selecciona los textos de estudio de interés. Para esto, seguimos algunos objetivos: identificar los artículos que tratan sobre las enfermedades que más matan; entender cómo el hacer; conocer el foco temático de los textos y, por último, identificar y caracterizar las fuentes de información citadas en los artículos. Un total de 425 artículos hablan de la prevención, 88 ponen de relieve en las enfermedades del sistema circulatorio y las oncológicas. Los artículos fueron extraídos de los diarios portugueses: Público, Jornal de Notícias, Diário de Notícias y Correio da Manhã. Este artículo asume que la prevención de enfermedades y la mediatización de la muerte van de la mano en la mano en la prensa portuguesa y concluye que la prevención de las enfermedades que más matan en Portugal se hace de manera directa, pasando antes de la intervención de la enfermedad, que pasa a través de la mediatización de las proyecciones o incentivo a la vacunación.

Palabras clave: Comunicación en Salud, Periodismo en Salud, prevención, enfermedades, muerte.


Texto completo:

PDF


DOI: https://doi.org/10.20318/recs.2017.3998

Enlaces refback

  • No hay ningún enlace refback.


Revista Española de Comunicación en Salud - RECS EISSN: 1989-9882
editada por el Departamento de Periodismo y Comunicación Audiovisual de la Universidad Carlos III
y la Asociación Española de Comunicación Sanitaria
http://www.uc3m.es/recs